sábado, 28 de fevereiro de 2026

 UE pede moderação e segurança nuclear no Oriente Médio, mas França vê "situação de guerra"

Questionado se forças francesas estiveram envolvidas, o porta-voz militar da França, coronel Guillaume Vernet, evitou responder diretamente ou detalhar operações na região

Questionado se forças francesas estiveram envolvidas, o porta-voz militar da França, coronel Guillaume Vernet, evitou responder diretamente ou detalhar operações na região

- / AFP

Agências
Líderes da União Europeia emitiram uma declaração conjunta no sábado pedindo moderação e engajamento na diplomacia regional na esperança de "garantir a segurança nuclear."
"Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam aumentar ainda mais as tensões ou minar o regime global de não proliferação é de importância crítica", disseram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. "Apelamos a todas as partes para exercerem máxima moderação, proteger os civis e respeitar plenamente o direito internacional."
Ambos disseram que a UE tem se esforçado para resolver questões críticas por meio da diplomacia, mas também tem em vigor "sanções extensivas em resposta às ações do regime assassino do Irã e da Guarda Revolucionária." Segundo eles, Bruxelas estava trabalhando com as 27 nações membros da UE para apoiar os cidadãos do bloco no Oriente Médio.
A Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, anunciou a retirada de alguns funcionários da região, enquanto mantém uma missão marítima no Mar Vermelho e coordena "caminhos diplomáticos" com parceiros árabes. "O regime do Irã matou milhares. Seus programas de mísseis balísticos e nucleares, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global", alertou Kallas.
Separadamente, autoridades da França aconselharam seus cidadãos a "exercer extrema cautela". O país possui bases e presença militar regular no Oriente Médio. "Uma escalada militar está em andamento. Não é o momento para negociações, estamos em situação de guerra", afirmou a integrante do Ministério de Defesa, Alice Rufo, ao canal de televisão France-2.
Questionado se forças francesas estiveram envolvidas, o porta-voz militar da França, coronel Guillaume Vernet, evitou responder diretamente ou detalhar operações na região. "As Forças Armadas francesas continuam a adaptar sua postura a ameaças e a implementar medidas para garantir monitoramento e proteção das nossas instalações", disse, acrescentando que o país tem uma "avaliação independente" da situação. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

 O caminho indiano para a felicidade

namastê

namastê

EDITORA INTRÍNSECA/DIVULGAÇÃO/JC
Jaime CimentiMesmo depois de tantos progressos científicos, tecnológicos, políticos e sociais, os humanos seguem em busca da sonhada felicidade ou, ao menos, de momentos felizes entre a rápida e curta trajetória entre o nascimento e a morte. Universidades como Harvard têm cursos e livros muito procurados  sobre o tema.
Namastê ( Editora Intrínseca, 208 p., R$ 59,90) de Héctor García, espanhol, radicado no Japão, engenheiro de software e escritor do best-seller Ikigai em coautoria com Francesc  Miralles, espanhol, escritor, palestrante, tradutor, editor e terapeuta de arte e músico, apresenta, sob novas perspectivas, o caminho indiano para a felicidade, a realização e o sucesso.
Namastê examina os valores, conhecimentos e costumes indianos que se popularizaram na cultura ocidental para oferecer novas perspectivas sobre como alcançar a felicidade , a realização e o sucesso.  Os autores resgatam as doutrinas milenares daquele que é considerado o berço da espiritualidade e compartilham a sabedoria de mais de cinco mil anos para responder questões como a melhor forma de deixar o sofrimento e viver plenamente.
Quais as melhores técnicas para evitar o estresse, a ansiedade e o medo? Como podemos cuidar do corpo, da mente e do espírito para viver com energia total até o fim  da vida? Além de reapresentar  conhecidas técnicas indianas como a ioga e a ayurveda, os autores falam também de desapego, de filosofia Advaita (cada ser é uma parte do todo), do conhecimento do dharma (leis universais da felicidade) e do tantra (encontro entre o corpo e o espírito) .
Com panoramas históricos, reflexões inspiradoras e ferramentas práticas, Namastê é um guia enriquecedor com valiosos instrumentos para quem quer traçar o próprio caminho rumo à felicidade e o bem-estar, através de uma busca equilibrada. Como se vê, uma obra inspiradora e importante sobre essa tal felicidade.

lançamentos

as cleópatras

as cleópatras

EDITORA PLANETA/DIVULGAÇÃO/JC
Híbridos (Actual, 208 pág), de Ricardo Cappra, consagrado especialista em dados, negócios e automação, filósofo e cientista, mostra como a inteligência artificial redesenha negócios e carreiras no século XXI. Cappra examina com clareza e profundidade o futuro do trabalho entre interdependentes humanos e máquinas. Além de analisar, ele convida a refletir e agir.
Breve Memória de Simeão Boa Morte e Outros Contos Poéticos (Faria e Silva Editora-Alta Books, 170 pág), de Lourenço Cazarré, jornalista e escritor consagrado e premiado, foi o grande vencedor da 5ª Edição do Prêmio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro. Com ironia e linguagem saborosa e fluente, os contos são uma visão paródica da literatura brasileira. O que dá título à coletânea é uma sátira impagável de O Alienista de Machado de Assis.
As Cleópatras - Rainhas Esquecidas do Egito (Crítica-Planeta, 368 pág, R$ 119,90), de Lloyd Llewellyn-Jones, professor da Universidade de Cardiff, especialista em Pérsia, Grécia e Oriente Próximo, resgata as sete governantes que dominaram o Egito antes de Roma. Ele mostra como elas tinham poder absoluto, com obsessão implacável pelo domínio geração após geração.
O eterno livro impresso
Há uns trinta anos, na Feira do Livro, um amigo editor e escritor me disse, agitado, que o livro impresso iria acabar diante da invenção do livro eletrônico, o revolucionário e-book. Diante dos últimos fatos internacionais, a opinião dele se mostrou mais furada que uma escumadeira.
Na Suécia, depois de muitos anos de telas e materiais digitais nas escolas, estudos e avaliações internacionais mostraram que a digitalização quase total estava ligada a quedas de desempenho de leitura e compreensão entre os alunos. Decidiram por lá voltar a usar livros impressos que ajudam na compreensão profunda de textos e concentração, enquanto que a tecnologia digital permanece como ferramenta complementar, não substituta.
Não só para crianças nos primeiros anos escolares, mas também para adolescentes e adultos em geral, a leitura individual e silenciosa do livro impresso segue sendo uma experiência única. Ler e virar as páginas de um livro estimula a imaginação, a concentração, a inteligência e a criatividade de um modo único. Os meios digitais tendem a dispersar as crianças e os adultos. Na tela o cérebro tende a ler mais rápido e de forma fragmentada. Escrever à mão e leitura silenciosa ativam mais o cérebro, melhoram a fixação e estimulam a coordenação e o processamento cognitivo. O velho caderno está voltando.
Claro que é preciso equilibrar meios digitais com meios impressos. Livro impresso tem mais ritmo, pausa e repetição. Livro físico tem ritual: sentar junto, virar página, apontar figura. A tela é rápida demais. Acelera o mundo, e o livro desacelera o leitor. No livro físico, o leitor completa o mundo: imagina os rostos dos personagens, o cenário não pisca em alta definição, o silêncio entre duas frases é preenchido por dentro. Na tela vemos, no livro criamos.
Entre passar o dedo na tela e virar a página de um livro há diferenças. A leitura silenciosa é poderosa, sem ser espetáculo. É diálogo interior. Inteligência gosta de silêncio. Tela tem notificações, imagens demais. O livro impresso impõe resistência. Não vibra, não notifica, não compete por atenção. Convida o leitor a uma coisa cada vez mais rara: ficar, permanecer numa frase, atravessar um parágrafo inteiro sem interrupção. Estimula a sustentar um raciocínio até o fim.
Leitura silenciosa, hoje, é um ato quase subversivo. Ela é individual, demorada, invisível, não gera curtidas, não produz métricas e não alimenta algoritmos. Leitura silenciosa forma pensamento próprio. Há um tipo de liberdade que existe apenas numa página que não pisca. A tela pisca, o livro permanece. A tela chama, o livro espera. Tela faz tocar tudo e aprofundar pouco. A leitura silenciosa é um ato de insubordinação contemporânea. Imaginação precisa de intervalo, sombra e silêncio. Tela entrega imagens prontas, livro provoca imagens interiores. O livro não pisca, por isso ilumina.
a propósito...
Antigamente o livro abria a cabeça. Hoje a cabeça precisa abrir o aplicativo. A pressa na comunicação é inimiga da perfeição e madrinha da superficialidade. Não vamos demonizar a tecnologia, que encurta caminhos, amplia repertórios e democratiza informações. Mas informação não é pensamento, é matéria-prima. Pensar exige silêncio, sequência, continuidade. Enfim, o risco não está no pixel, mas na dispersão. Se o leitor sustenta a atenção, não importa se a página é de celulose ou de luz. Superficialidade não depende do material, depende da pressa. O futuro pode ser digital, mas o pensamento é analógico: precisa de tempo, sequência e silêncio. O tempo se vinga das coisas feitas sem a indispensável colaboração dele. (Jaime Cimenti)

EUA e Israel lançam ataque conjunto contra o Irã

Colunas de fumaça tomaram o céu de Teerã, capital iraniana

Colunas de fumaça tomaram o céu de Teerã, capital iraniana

ATTA KENARE/AFP/JC
Agências
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na manhã deste sábado (28). A ação acontece após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.
Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada "Operação Fúria Épica". Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. Informações iniciais apontam que o ataque aconteceu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.
Em uma publicação na Truth Social, Trump confirmou o ataque afirmando que o objetivo é "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano", formado, segundo ele, por "um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis".
"Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo", completou.
Também em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que ele chamou de "ameaça existencial" representada pelo Irã.
Segundo ele, o ataque contra o governo iraniano pode "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".
Após a investida, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos.
O Ministério da Saúde do Irã informou que "ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e os hospitais estão em alerta". O número estimado de feridos e os locais exatos atingidos ainda não foram divulgados, completou a pasta.
A informação do ataque foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que descreveu o ataque como uma ação para "eliminar ameaças", sem fornecer mais detalhes da ação.