sábado, 9 de maio de 2026

 Dnit mantém projeção de finalizar obras na Ponte do Fandango em julho

Intervenções estruturais e operacionais impactaram cronograma das obras na estrutura em Cachoeira do Sul

Intervenções estruturais e operacionais impactaram cronograma das obras na estrutura em Cachoeira do Sul

TÂNIA MEINERZ/JC

Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórterA previsão de conclusão das obras da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, segue sendo até o fim do primeiro semestre de 2026, com operação a partir de julho. Durante coletiva de imprensa realizada nesta semana, na Federasul, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro, detalhou os fatores que levaram ao adiamento inicial do cronograma, que previa a entrega em abril.
Segundo Hiratan, a mudança está relacionada à complexidade das etapas finais da obra, que concentram intervenções estruturais e operacionais determinantes para a liberação da travessia. "A nossa programação continua sendo julho. Estamos trabalhando para tentar antecipar, mas não tem como fechar uma data ainda porque existem várias interferências ao longo da obra", afirmou o executivo.
De acordo com o Dnit, os serviços em execução incluem ajustes estruturais, conclusão dos acessos e implantação dos sistemas de segurança e sinalização. Essas etapas são consideradas essenciais para garantir a operação plena da ponte.
Superintendente do Dnit, Hiratan Pinheiro explicou plano em coletiva de imprensa | TÂNIA MEINERZ/JC
Superintendente do Dnit, Hiratan Pinheiro explicou plano em coletiva de imprensaTÂNIA MEINERZ/JC
A obra já alcançou 90% de execução física e entra na fase final. A estrutura foi ampliada após a cheia histórica de 2024, com elevação de 3,14 metros, reforço dos pilares e adequação da capacidade de carga para até 45 toneladas. "Vai ser uma obra entregue já na sua adequação plena, com capacidade de carga atualizada, acostamento e passagem de pedestres", acrescentou o superintendente do Dnit.
Enquanto a liberação não ocorre, a travessia segue sendo realizada por balsa, solução provisória que mantém a ligação entre os dois lados da cidade de Cachoeira do Sul, mas continua impactando a rotina da população e a logística regional.
Travessia de balsa no Rio Jacuí segue como alternativa para acessar o município de Cachoeira do Sul  | TÂNIA MEINERZ/JC
Travessia de balsa no Rio Jacuí segue como alternativa para acessar o município de Cachoeira do SulTÂNIA MEINERZ/JC

Justiça dá prazo para Ibama decidir sobre licenciamento da usina de Candiota 3

Usina utiliza como combustível o carvão mineral

Usina utiliza como combustível o carvão mineral

Tatiana Gappmayer/Divulgação/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórter
Em uma decisão assinada pela Juíza Federal Substituta Rafaela Santos Martins da Rosa, da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, foi estipulado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o prazo de até 5 de novembro para apresentar a decisão final sobre a renovação ou não da licença de operação da termelétrica a carvão Candiota 3. Caso o Ibama descumpra o prazo, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.
A determinação é uma resposta à ação civil pública (ACP) movida pelo Instituto Internacional Arayara. “Infelizmente, ao longo de décadas, o empreendimento tentou colocar embaixo do tapete os seus problemas ambientais”, critica o diretor-presidente do Instituto Arayara, Juliano Bueno. Ele frisa que a ação na Justiça obrigará a termelétrica localizada no município de Candiota, caso queira obter uma renovação de licença, a cumprir uma série de obrigações.
Entre as medidas que precisam ser apresentadas, de acordo com Bueno, estão os pagamentos de multas ambientais que não foram quitadas e os estudos e diagnósticos de gases de efeito estufa, demonstrando que estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação.  Segundo a ação da Arayara, os valores relacionados a multas por descumprimento de condicionantes ambientais chegam a R$ 124,4 milhões, montante que, corrigido pelo IPCA, ultrapassaria R$ 235,2 milhões.
A Juíza Federal Substituta chegou também a determinar a suspensão do atual licenciamento da térmica, mas a execução dessa ordem terá que aguardar a conclusão de recursos. Porém, conforme o Arayara, “a decisão liminar já estabelece o novo rito obrigatório para o Ibama e para o empreendedor, garantindo que o meio ambiente e o clima sejam priorizados”.
Já o presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Zancan, diz que a usina gaúcha cumpre os requisitos necessários para operar e o Ibama precisa cumprir as regras de licenciamento de forma técnica. O dirigente não se surpreende com a discussão legal em torno da geração termelétrica a carvão. “A litigância faz parte do jogo”, argumenta Zancan. A usina possui uma capacidade instalada de 350 MW, o que equivale a um pouco menos de 10% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul.

 Governo do RS protocola na Assembleia reajuste de 5,35% no salário-mínimo regional 

Das cinco faixas do piso, a mais baixa estabelece o mínimo em R$ 1.884,75

Das cinco faixas do piso, a mais baixa estabelece o mínimo em R$ 1.884,75

Galileu Oldenburg/AL-RS/JC

JC
JC
O governo gaúcho protocolou nesta sexta-feira (8), na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que reajusta em 5,35% do piso regional do Estado em 2026. Conforme o Executivo, o índice foi definido com base na reposição inflacionária, baseada no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acumulada nos últimos 12 meses até abril somado ao crescimento do PIB do Rio Grande do Sul de 1,3% em 2023.  
Ao todo, são cinco faixas do piso. De acordo com a proposta, a primeira faixa, mais baixa, passará para R$ 1.884,75, enquanto a última, mais alta, vai a R$ 2.388,50. Segundo o governo, a definição do percentual ocorreu após semanas de debates sobre o salário-mínimo gaúcho. 
Na semana passada, integrantes de federações empresariais e de centrais sindicais foram recebidos pelo secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, para o encaminhamento de suas propostas. O segmento patronal iniciou oferecendo 1,4%, referente ao INPC de 2025, a partir de junho, mês seguinte ao último reajuste. Posteriormente, o percentual foi atualizado para 2,9%, contemplando a inflação até março de 2026. As centrais sindicais pediam 15,98%, mas na reunião na Casa Civil reduziram a proposta para 10%. 
Apesar dos apelos tanto dos sindicatos quanto das entidades patronais, a metodologia adotada pelo Estado na proposta de reajuste do piso regional reproduz a regra do salário-mínimo nacional restabelecida no País em 2024, que prevê a atualização do mínimo pela inflação dos 12 meses anteriores e a sua valorização pelo crescimento real do último PIB consolidado. 
Como ficam os valores por faixas de categoria com a proposta de reajuste de 5,35%: 
Faixa 1: R$ 1.884,75 
a) na agricultura e na pecuária; 
b) nas indústrias extrativas; 
c) em empresas de capturação do pescado (pesqueira); 
d) empregados domésticos; 
e) em turismo e hospitalidade; 
f) nas indústrias da construção civil; 
g) nas indústrias de instrumentos musicais e de brinquedos; 
h) em estabelecimentos hípicos; 
i) empregados motociclistas no transporte de documentos e de pequenos volumes - "motoboy"; 
j) empregados em garagens e estacionamentos. 
Faixa 2: R$ 1.928,15 
a) nas indústrias do vestuário e do calçado; 
b) nas indústrias de fiação e de tecelagem; 
c) nas indústrias de artefatos de couro; 
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça; 
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; 
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; 
g) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde; 
h) empregados em serviços de asseio, conservação e limpeza; 
i) nas empresas de telecomunicações, teleoperador (call centers), telemarketing, call centers, operadores de voip (voz sobre identificação e protocolo), TV a cabo e similares; 
j) empregados em hotéis, restaurantes, bares e similares. 
Faixa 3: R$ 1.971,89 
a) nas indústrias do mobiliário; 
b) nas indústrias químicas e farmacêuticas; 
c) nas indústrias cinematográficas; 
d) nas indústrias da alimentação; 
e) empregados no comércio em geral; 
f) empregados de agentes autônomos do comércio; 
g) empregados em exibidoras e distribuidoras cinematográficas; 
h) movimentadores de mercadorias em geral; 
i) no comércio armazenador; 
j) auxiliares de administração de armazéns gerais. 
Faixa 4: R$ 2.049,76 
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; 
b) nas indústrias gráficas; 
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; 
d) nas indústrias de artefatos de borracha; 
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; 
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares; 
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; 
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); 
i) empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional; 
j) marinheiros fluviais de convés, marinheiros fluviais de máquinas, cozinheiros fluviais, taifeiros fluviais, empregados em escritórios de agências de navegação, empregados em terminais de contêineres e mestres e encarregados em estaleiros; 
k) vigilantes; 
l) marítimos do primeiro grupo de aquaviários que laboram nas seções de convés, máquinas, câmara e saúde, em todos os níveis (I, II, III, IV, V, VI, VII e superiores). 
Faixa 5: R$ 2.388,50 
Para os trabalhadores técnicos de nível médio, tanto em cursos integrados, quanto subsequentes ou concomitantes.