sábado, 23 de maio de 2026

FBV soma R$ 83 milhões em negócios, alta de 56% : "Recorde total", diz SindilojasPOA

Minuto Varejo - Feira Brasileira do Varejo - 2026 - FBV - robô vira atração - Porto Alegre - inovação - Pluginbot

Minuto Varejo - Feira Brasileira do Varejo - 2026 - FBV - robô vira atração - Porto Alegre - inovação - Pluginbot

PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
Patrícia Comunello"Recorde total. Superou todas as expectativa", declarou efusivamente o presidente do SindilojasPOA, Arcione Piva, logo que os números da 12ª Feira Brasileira dos Varejo (FBV) 2026 foram liberados. O sorriso largo do dirigente da entidade que, ao lado do Sebrae-RS, organiza a FBV, não foi à tona. O volume de negócios (rodadas com fornecedores e compradores e marcas na parte de exposição) foi 50% maior que o de 2025.
"Foram mais de R$ 83 milhões", informou o presidente do SindilojasPOA. Na edição passada, haviam sido R$ 53 milhões. O público superou 11,7 mil pessoas nos três dias, encerrados nesta sexta-feira (22), no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Em 2027, a feira já tem data, que será desta vez em junho (em vez de maio), dos dias 23 a 25
A organização almejava 12 mil, mas a avaliação de Piva observou a qualidade e engajamento de quem foi ao palco da FBV, que se consolida como o maior evento do setor (pela abrangência) do País, foram superiores e mostraram a evolução da iniciativa.
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e do Conselho Deliberativo do Sebrae-RS, Luiz Carlos Bohn, aponta impactos da feira para o desenvolvimento econômico e empresarial. "É um evento que aproxima inovação, empreendedorismo e conhecimento, fortalecendo empresas de todos os portes e estimulando um ambiente cada vez mais competitivo e preparado para o futuro”, resume Bohn, em nota.
Mais de 300 pequenos empreendedores buscaram novos clientes entre 150 empresas | PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Mais de 300 pequenos empreendedores buscaram novos clientes entre 150 empresasPATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
"Foram mais de 80 horas de conteúdos, mais de 150 expositores, mais de 1,2 mil rodadas de negócios e mais de 100 palestrantes. O humano pautou os temas, à frente da tecnologia", valorizou também Piva.    
Mas a tecnologia não ficou em segundo plano na FBV. Um robozinho de cerca de 50 centímetros de altura foi a atração foram dos palcos de conferências e negócios. A máquina, de fabricação chinesa, segue modelo que pelo mundo se dissemina, inclusive nas ruas, com os robôs cada vez vez interagindo mais com pessoas. Na Fiergs, a máquina virou símbolo da inovação que contamina o varejo.
Soluções para aplicar se consagram como marcas da feira. "São diferenciais da FBV frente a eventos do setor pelo mundo: fornecemos ferramentas para o lojista voltar para casa e aplicar", assinala o presidente do SindilojasPOA. O dirigente citou a diversidade de temas, que combinaram inovação, como uso de inteligência artificial (IA) e como gerou pessoas e muitos de ferramentas e ações em marketing
As rodadas de negócios, que ocorreram em uma área da feira, já tem fila de espera para 2027. Elas são organizadas pelo Sebrae. O foco é unir fornecedores e empreendedores que buscam soluções.
Carlos Eduardo de Oliveira Bueno, coordenador das rodadas, diz que foram conexões com segmentos de construção, moda, expositores da feira, influenciadores digitais (inédito), startups e alimentos e bebidas. Foram mais de 150 compradores, entre grandes e médias empresas, diz Bueno, e mais de 300 pequenas empresas ofertando produtos e serviços.
"Teve empresa que fechou mais de dez negócios. Sucesso total", conclui o coordenador.

Lebes faz shows para reagir ao avanço das plataformas de e-commerce

Drebes, que preside a Lebes, falou que shows no interior atraem público

Drebes, que preside a Lebes, falou que shows no interior atraem público

PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
"Tem Shopee, Mercado Livre e outras. O que eles fazem não consigo. Tenho de fazer algo diferente e como? Resolvi fazer encontros junto a comunidades", detalhou o presidente a varejista Lebes, Otelmo Drebes, que indicou que 70 shows em cidades do interior em 2026.
O receituário foi apresentado durante painel com outras lideranças de operações que abordou os desafios das empresas hoje. Para Drebes, a saída é se aproximar dos clientes: "Precisamos trabalhar com gente e tratar gente como gente", receitou o empresário.
No mesmo painel, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, lembrou que o banco "deve ser a maior varejista do Estado". "São mais de 500 lojas (agências)", citou Lemos, que seguiu na linha de Drebes e deu ênfase para a relação humana como caminho para as empresas. "A tecnologia afastou as pessoas. Agora elas querem-se reencontrar", detectou Lemos.  

Palco de ideias: Jesper Rhode e Facundo Guerra

"Automação resolve problemas de eficiência, a empatia resolve problemas de relacionamento"

"Automação resolve problemas de eficiência, a empatia resolve problemas de relacionamento"

FBV/DIVULGAÇÃO/JC
“Cerca de 69% querem que as marcas aprendam seus hábitos de compra, enquanto 66% não se preocupam com a privacidade. Como fazer as duas coisas juntas? É preciso ter proporcionalidade entre dados que coletam e sua aplicação, além de ser transparente com os dados que usa. É preciso construir uma intimidade balanceada e sempre pedir permissão para usar os dados do cliente. A automação resolve problemas de eficiência, a empatia resolve problemas de relacionamento.” Jesper Rhode, fundador da Casa Dinamarca e da Tr4nsform
"O que eu posso oferecer é o toque humano. Busco vender pedaços de memória"FBV/DIVULGAÇÃO/JC
“Quando estou desenvolvendo um negócio, eu estou construindo ele pra mim. A partir do momento em que eu entendi que a pessoa não está procurando um produto ou serviço, eu entendo que ela quer uma jornada, uma experiência. Em um mundo digitalizado, o que eu posso oferecer é o toque humano. Eu busco vender pedaços de memória.” Facundo Guerra, CEO do Grupo Vegas 

Lojistas da imersão na NRF mostram impactos nos negócios

Reunião teve grupo de empresas e dirigentes do varejo que foram a Nova York

Reunião teve grupo de empresas e dirigentes do varejo que foram a Nova York

FABIOLA CORREA/JC
"Nova York trouxe a ideia de ter orgulho da marca, de valorizar a comunidade que compra da gente, que gosta e quer ir à nossa loja", resumiu um dos lojistas que fizeram parte da missão à NRF e roteiro por varejos na cidade em janeiro. Lições como esta e outras, que impulsionaram mudanças decisivas nos negócios das marcas, foram apresentadas nesta quinta-feira (21) em encontro em meio à Feira Brasileira do Varejo (FBV), em Porto Alegre. 
A rodada com os participantes, que conheceram mais detalhes de como foi a experiência e as inovações, já é um clássico na FBV. A missão de 10 dias, que teve cobertura da coluna Minuto Varejo, é uma das mais importantes do Sebrae-RS e tem parceria com Fecomércio-RS, Federação Varejista do RS, CDL e Sindilojas Porto Alegre. Fabi Nunes, da Briza, de joias de segunda mão, citou que criou um agente de IA para poder conversar com clientes.
"Minhas vendas cresceram quase 40% após as melhorias e novas aplicações", citou ela. Fabiano Zortéa, do Sebrae, curador da missão, destacou que os empreendedores mostraram que é possível estreitar o caminho entre o que é mais emergente em Nova York e o Estado. "Eles mostraram como não há mais distâncias".

 Governador Eduardo Leite reforça confiança no avanço do projeto da CMPC

Governador Eduardo Leite se manifestou após posicionamento da empresa chilena

Governador Eduardo Leite se manifestou após posicionamento da empresa chilena

Dani Barcellos/Especial/JC

Fernanda Crancio
Fernanda CrancioEditora de EconomiaApós manifestação do diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, sobre a possibilidade de transferir o Projeto Natureza - que prevê a instalação de uma planta de celulose em Barra do Ribeiro -, para o Paraguai, caso o imbróglio jurídico que cerca a liberação da licença ambiental persista, o governador Eduardo Leite reforçou, por meio de nota, que acompanha pessoalmente a questão, com suporte permanente da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS).
Segundo o chefe do Executivo estadual, "a partir da análise técnica e jurídica realizada pela PGE-RS, o governo do Estado reafirma sua plena confiança na legalidade, na consistência técnica e na regularidade de todos os atos conduzidos até aqui no âmbito do processo de licenciamento ambiental junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)".
Leite reitera que o entendimento do Estado é de que "o procedimento vem observando rigorosamente a legislação vigente, os critérios técnicos aplicáveis e todas as exigências legais pertinentes ao empreendimento".

Ele lembra, no texto, que a ação proposta pelo MPF questiona aspectos relacionados à consulta a comunidades tradicionais no âmbito do licenciamento ambiental, e diz que o Estado respeita integralmente o papel constitucional das instituições e o debate jurídico em curso, "mas considera desproporcional a tentativa de ampliação indiscriminada das áreas e comunidades abrangidas por consultas, inclusive em relação a grupos sem impacto direto comprovado pelo empreendimento."
"O governo tem convicção de que os questionamentos apresentados serão devidamente esclarecidos no âmbito judicial, com o reconhecimento da regularidade dos procedimentos adotados", reforça Leite.

O governador destaca ainda que a Procuradoria-Geral do Estado já emitiu orientação formal à Fepam para que dê continuidade à análise técnica do processo de licenciamento ambiental, incluindo os atos necessários relacionados ao estudo em tramitação para a emissão da Licença Prévia, e reforça que "não existe qualquer decisão cautelar ou determinação judicial que imponha a paralisação do processo administrativo."

O governador enfatiza também que mantém diálogo permanente com o diretor-geral da CMPC, para acompanhamento da evolução do projeto e da situação judicial, reiterando "a confiança de que o Projeto Natureza irá avançar e se consolidar como um marco histórico para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, com geração de emprego, renda, oportunidades e fortalecimento da cadeia produtiva florestal gaúcha".