domingo, 19 de abril de 2026

Rio Grande do Sul tem seis pré-candidatos confirmados na disputa ao Piratini

Gabriel Souza (MDB), Luciano Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB), Rejane de Oliveira (PSTU) e Priscila Voigt (UP) são pré-candidatos ao governo gaúcho

Gabriel Souza (MDB), Luciano Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB), Rejane de Oliveira (PSTU) e Priscila Voigt (UP) são pré-candidatos ao governo gaúcho

MARCELO G. RIBEIRO/ARQUIVO/JC
Bolívar Cavalar
Bolívar CavalarRepórterCom a confirmação neste sábado (18) da nutricionista Priscila Voigt como pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul pela Unidade Popular (UP), o Estado já contabiliza seis pré-candidaturas confirmadas ao Palácio Piratini para as eleições de outubro deste ano. São elas: Gabriel Souza (MDB), Luciano Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB), Rejane de Oliveira (PSTU) e Priscila Voigt (UP).
O cenário eleitoral ao governo gaúcho foi mudando desde o fim de 2025, quando as articulações começaram a se intensificar, e se consolidou em torno dos pré-candidatos que melhor pontuam nas pesquisas eleitorais. Este foi o caso do PT, que, por determinação da executiva nacional, abandonou a candidatura própria de Edegar Pretto para se aliar a Juliana Brizola e colocar o petista como vice da pedetista, e também do PP, que tinha o deputado federal Covatti Filho como pré-candidato e se juntou à campanha de Luciano Zucco, indicando a deputada estadual Silvana Covatti como sua vice. 
Por outro lado, pleiteia o projeto de sucessão ao governo de Eduardo Leite (PSD) o atual vice-governador, Gabriel Souza, que tem o deputado estadual e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do RS, Ernani Polo (PSD), como candidato a vice. E, com chapa pura, o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata disputa o executivo gaúcho junto com a pré-candidata a vice-governadora Betty Cirne Lima (PSDB). 
Já a esquerda radical também apresentou seus nomes, com Rejane de Oliveira e Priscila Voigt. 
Há um partido que ainda precisa decidir o seu posicionamento nas eleições deste ano, que é o PSOL. A sigla havia declarado apoio à pré-candidatura de Edegar Pretto, mas com o movimento petista se integrar à chapa do PDT, muitos pesolistas debateram a possibilidade de apresentar candidatura própria ao Piratini. A tendência, porém, é que ainda nesta semana a sigla decida por "apoio crítico" à pré-candidatura de Juliana Brizola, conforme foi indicado pela deputada estadual da legenda, Luciana Genro. 

 JC apresenta diagnóstico da economia das regiões do Rio Grande do Sul

Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, apresentou a iniciativa no palco da Sociedade Rio Branco

Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, apresentou a iniciativa no palco da Sociedade Rio Branco

Tânia Meinerz/JC
Bruna Suptitz
Bruna SuptitzMapear a economia do Rio Grande do Sul é desafiador, afinal todas as regiões do Estado têm cadeias produtivas diversas. Mas é um desafio que o Jornal do Comércio se propõe a fazer com o projeto Mapa Econômico do RS, que em 2026 chega à quarta temporada.
Na noite desta quarta-feira, 15 de abril, o município de Cachoeira do Sul recebeu o segundo evento deste ano. O painel debate as Regiões Centro, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari, Vale do Jaguari e Jacuí Centro.
• LEIA TAMBÉM: Obra da ponte, ambiente acadêmico e agro dominam Mapa de Cachoeira do Sul

No palco da Sociedade Rio Branco, o editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kollingapresentou a iniciativa, destacando a presença de novos indicadores em 2026.
Primeiro, mostrou os indicadores de desafios e oportunidades. No primeiro aspecto, destacou a questão climática, que tem um efeito adverso sobre o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. Em 2025, o PIB do Estado foi de R$ 753 bilhões, e a participação gaúcha no PIB nacional foi de 5,9%, uma queda em relação ao ano anterior, que havia sido puxado pelas obras de reconstrução pós-enchente de 2024.

Kolling chamou a atenção para a sequência de quatro estiagens nos útlimos seis anos e a grande enchente de 2024, que interferiram no resultado da agricultura - o que impactada a economia gaúcha como um todo. "Nos anos em que houve esse impacto (do clima) na safra, o Rio Grande do Sul perdeu espaço no PIB nacional. Agora, a expectativa com a próxima safra é que 2026 seja de retomada", exemplificou.

Na Macrorregião Central do Estado, área que foi tema do debate desta quarta-feira, as oportunidades identificadas estão na diversificação agrícola e na expansão da indústria de alimentos e bebidas. Já os principais desafios são, além do clima, a infraestrutura e a carência de mão de obra, especialmente considerando que a região já tem registrado perda populacional.

O Mapa Econômico, explica Kolling, produz conteúdos especiais específicos para cada uma das cinco macrorregiões do Estado, que são definidas conforme a divisão em Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), classificação estabelecida pelo governo do Estado.
Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling deu exemplos de indicadores da economia gaúcha produzidos com base em dados | DANI BARCELLOS/ESPECIAL
Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling deu exemplos de indicadores da economia gaúcha produzidos com base em dadosDANI BARCELLOS/ESPECIAL
Os dados e as informações trabalhadas pelo Jornal do Comércio fazem um raio-x das matrizes produtivas das regiões e, com base em jornalismo de dados e entrevistas e conversas com lideranças regionais, são formulados indicadores da economia gaúcha. Também é feito o monitoramento do avanço das oportunidades e da superação dos desafios.

 'Petrobras não pode se privar de seguir preços de mercado', diz Marcelo Gasparino

Conselho da empresa está dividido sobre política de preços dos combustíveis

Conselho da empresa está dividido sobre política de preços dos combustíveis

FABIOLA CORREA/JC
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Agências
Recém eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, o advogado Marcelo Gasparino deve se juntar ao time do órgão que defende o reajuste dos combustíveis de acordo com a volatilidade do mercado internacional. Em uma rede social, Gasparino comentou uma entrevista concedida à CNN, onde afirmou que a eleição de Guilherme Mello para a presidência do órgão pode ajudar a resolver o impasse.
"Em 2022, que foi um ano complexo, o Conselho definiu que ela (Petrobras) tem que perseguir também rentabilidade e sustentabilidade, ela não pode se privar de praticar preços de mercado. Esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai ter que saber administrar. É muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda", disse Gasparino no Linkedin.
 
Guilherme Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e foi eleito na Assembleia Geral Ordinária na última quinta-feira para a presidência do Conselho da estatal. Já Gasparino volta ao CA da Petrobras após renunciar há um ano, para tentar uma vaga no Conselho de Administração da Eletrobras (atual Axia), sem sucesso. 
Em 2022, com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o petróleo chegou a tocar os US$ 140 o barril e provocou a queda de dois presidentes da estatal por reajuste de preços, o general Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho, diante de um mercado volátil e ao mesmo tempo de eleição presidencial.
Este ano, uma alta no GLP em um leilão promovido pela estatal e criticado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou a queda do diretor de Logística e Comercialização, Claudio Schlosser. 
Este ano, apesar da disparada de preços do petróleo, a Petrobras elevou o diesel em 11,6% em meados de março, abaixo da alta no mercado internacional, e não alterou o preço da gasolina. A defasagem do preço do diesel nas refinarias da estatal, combustível mais afetado, porque depende de importação, já alcançou patamares acima de 80% e atualmente está 50%
Divisão 
Existe uma divisão dentro do Conselho entre os acionistas minoritários, que defendem o reajuste como ocorre nos Estados Unidos, com repasses imediatos de preços para a bomba dos postos, e os indicados pela União, que seguem o compromisso de evitar contagiar o mercado interno com a volatilidade externa
Com a eleição de Gasparino, as reuniões do órgão ganham um reforço para tentar equiparar os preços de venda dos derivados da companhia, que desde 2023 abandonou o reajuste pela paridade de importação (PPI). 
"A companhia não pode se privar de praticar preços de mercado, acho que esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai saber administrar, e é muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda porque ele tem a plena consciência da importância da Petrobras para o mercado nacional e para mercado internacional, mas também, para as contas do governo", afirmou à CNN. 
Segundo ele, como maior pagadora de dividendos ao governo, a Petrobras poderia contribuir mais com as contas do governo para investimentos em prol da sociedade.