quarta-feira, 8 de julho de 2026

08 de Julho de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Cada um por si

Não se engane: não há interesse público. Cada um tem o seu interesse pessoal, eleitoreiro. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro esteve ontem na audiência pública do USTR (Escritório de Comércio dos EUA), em Washington, que investiga o Brasil por supostas práticas desleais com base na Seção 301. Disse que a imposição de tarifas ajudaria Lula e que agora seria o "pior momento" para adotá-las. Lula, também candidato à reeleição, por sua vez, tem reforçado o discurso de defesa da soberania para questionar as tarifas que podem ser impostas ao Brasil.

Em ano eleitoral, integrantes da oposição e do governo transformam o USTR em picadeiro externo. Mas a decisão do governo Donald Trump não passa pelo que disserem Flávio ou Lula. Como já se viu, caberá à Casa Branca trumpiana, e essa decisão é ideológica.

Flávio tenta limpar a barra do irmão, Eduardo Bolsonaro, que fizera lobby, no primeiro round, a favor do tarifaço, mas que hoje adota uma lógica próxima. Move-se quase sozinho. Audiências públicas, nesse caso, são inócuas.

Quem irá decidir um eventual recuo de Donald Trump não serão atores políticos, como os pré-candidatos, nem, infelizmente, a diplomacia profissional do Itamaraty, a quem caberia exclusivamente negociar em alto nível. Será o mercado. Aliás, o único recuo do governo americano até agora ocorreu por conta da pressão das empresas, sob o risco de os produtos brasileiros ficarem mais caros e, por tabela, a inflação subir. Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens estão na lista de empresas que pediram que os Estados Unidos não implementem a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

É possível, já que Trump só ouve seus pares do mercado. Mas é pouco provável. Se o cálculo da Casa Branca for evitar a inflação, a quatro meses da eleição em que tentará salvar a maioria republicana no Capitólio - e, por consequência, o mandato -, o presidente recua. A esta altura, acho difícil. É jogo jogado. O novo tarifaço virá. A salvação, inclusive para o Rio Grande do Sul, está nas exceções. _

Primeira mulher na presidência da ARI

Em mais de 90 anos, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), finalmente, terá uma mulher como presidente. Hoje, a jornalista Cláudia Coutinho assume o comando da diretoria executiva da entidade para o mandato de 2026 a 2029. A cerimônia de posse será às 10h, no Salão Nobre da ARI, na Avenida Borges de Medeiros, 915, 8º andar, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Cláudia sucede o jornalista José Nunes, que esteve à frente da entidade por dois mandatos, 2021-2023 e 2023-2026. A eleição ocorreu no dia 2 de julho, sendo escolhida em chapa única em votação.

A jornalista terá como primeiro vice-presidente o jornalista Leandro Olegário, e como segundo vice Fabio Berti. A nominata completa da nova Executiva é composta por 24 profissionais distribuídos em 12 departamentos, além da superintendente executiva Thamara da Costa Pereira e dos quatro assessores da presidência: Alexandra Zanela, Cristiane Finger, Flávio Dutra e Nilson Souza.

Cláudia é jornalista formada pela PUCRS, tem especialização em Marketing, pela PUCRS; e MBA em Gestão, Marketing e Direito no Esporte, pela Fundação Getulio Vargas e pela Fifa. Trabalhou no jornal Zero Hora e na Revista Amanhã. Atuou na Comunicação e Marketing Esportivo, na Comunicação Pública e na Comunicação Corporativa. Desde 2018, é sócia-diretora da Capítulo 1 - Conteúdo e Design Editoriais. Há seis anos integra o conselho e a diretoria executiva da ARI. _

Maduro e Macron entre os mais "estilosos"

O jornal americano The New York Times divulgou a sua tradicional lista das pessoas mais estilosas de 2026 até o momento. O grupo, formado por 39 nomes, chama a atenção por reunir políticos, como Nicolás Maduro e Emmanuel Macron; estrelas do mundo da música, como Bad Bunny, Rosalía e Blue Ivy Carter; e ícones do cinema, como Meryl Streep.

O jornal explica que a seleção "não é apenas uma apreciação de roupas realmente incríveis. É também um retrato da cultura pop, de momentos virais e de figuras que atraíram a atenção do público (e se vestiram à altura)". O periódico cita que o grupo inclui desde personalidades que inflaram discussões e discórdias até indivíduos que usaram a moda para manifestar sua identidade.

O artista mais ouvido nas plataformas em 2025, Bad Bunny, apareceu na lista por sua apresentação no Super Bowl. Segundo o jornal, "o visual todo creme de Bad Bunny sugeria uma postura altiva, uma imagem orquestrada para rebater as críticas".

No cenário político, o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro aparece pelo conjunto da Nike que utilizou no momento de sua captura. Segundo o jornal, o fato de ter se tornado "instantaneamente um meme demonstra a rapidez com que a internet transforma momentos históricos em efemeridades culturais irônicas".

Outro político lembrado é o presidente francês, Emmanuel Macron. Ele integra o grupo por um detalhe singular: os óculos de sol estilo aviador espelhado que utilizou durante um discurso no Fórum Econômico Mundial, em janeiro deste ano. O objetivo do acessório era cobrir uma inflamação ocular.

A premiada atriz Meryl Streep aparece na lista principalmente por fundir sua imagem à de sua icônica personagem Miranda Priestly durante a turnê de O Diabo Veste Prada 2. _

Candidata com tornozeleira eletrônica

A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, confirmou ontem que concorrerá às eleições presidenciais da França em 2027. O anúncio ocorreu após um tribunal de apelação manter sua condenação, mas reduzir o período de inelegibilidade, abrindo caminho para a disputa. Um detalhe na sentença, contudo, chama a atenção: ela terá de cumprir parte da pena sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Le Pen é acusada de desvio de recursos públicos por utilizar fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários de seu partido. A política foi condenada a três anos de prisão, dos quais dois anos foram suspensos; o ano restante de prisão efetiva deverá ser cumprido em regime domiciliar com vigilância eletrônica. Ela também recebeu uma pena de 45 meses de inelegibilidade, mas com 30 meses suspensos. Na prática, restam 15 meses de restrição, o que viabiliza sua candidatura em 2027.

Sobre o uso do dispositivo de segurança, a líder francesa declarou a intenção de recorrer ao Tribunal de Cassação (equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil), recurso que, segundo ela, suspenderia a execução imediata da sanção. _

Até sábado, arrecadação de agasalhos na Capital

Até o próximo sábado, os porto- alegrenses poderão contribuir para a campanha da comunidade judaica, doando roupas, cobertores, calçados e alimentos. Os caminhões passam pelos pontos cadastrados no domingo.

Iom Mitzvah 2026 está com novo formato, com pontos de coleta espalhados pela cidade e a participação de embaixadores, que mobilizam seus condomínios, amigos, familiares e comunidades para ampliar a arrecadação. 

INFORME ESPECIAL

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