Esta coluna contém informação e opinião
Mais passado do que futuro na largada da campanha
À frente em todas as pesquisas divulgadas até agora, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estrearam na campanha de rua falando para convertidos - e de olho no passado. O futuro foi coadjuvante nos discursos.
Lula escolheu seu berço político, o ABC Paulista, para a largada de sua sétima campanha ao Palácio do Planalto. No Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), milhares de militantes vindos de diferentes regiões do Brasil desfraldaram as bandeiras vermelhas e garantiram cenas que deverão ilustrar os primeiros programas do horário de TV. Nada muito diferente de outras manifestações petistas no mesmo endereço.
Flávio também olhou para trás ao escolher Copacabana, no Rio de Janeiro, como palco do seu primeiro ato oficial de campanha. A orla da praia mais famosa do Brasil remete a manifestações promovidas pelo pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e se fez presente no discurso do filho e em fotos usadas pelos militantes. Copacabana tomada por simpatizantes de verde e amarelo é uma imagem pronta para a campanha de TV.
Lula fez a defesa da soberania brasileira, valendo-se da bandeira recebida dos Bolsonaro - especialmente de Eduardo, o ex-deputado que defendeu sanções ao Brasil e chegou a comemorar as primeiras medidas de Donald Trump contra o país. Flávio se apresentou como o único dos candidatos a presidente em condições de sentar com o presidente dos Estados Unidos, ignorando que Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não têm qualquer problema com Trump.
Os dois falaram de segurança pública, tema obrigatório diante da preocupação dos brasileiros, especialmente os que vivem nas grandes cidades. Lula prometeu criar um ministério para a Segurança Pública para "libertar" comunidades dominadas pelo crime organizado. Flávio preferiu atacar Lula por não ter conseguido resolver os problemas da segurança e disse que ou ele "está fechado com o crime organizado ou é muito incompetente". _
Ao lado dos vices (dois homens), Lula e Flávio Bolsonaro fizeram acenos ao eleitorado feminino e abriram espaço para o protagonismo das esposas, Janja, que homenageou Marisa Letícia, e a dentista Fernanda Bolsonaro.
Chuva atrapalha início da campanha para o governo do Rio Grande do Sul
A chuva deste domingo foi democrática e atrapalhou o primeiro dia de campanha dos principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, que tiveram de adaptar as agendas.
Gabriel Souza (MDB) e Ernani Polo (PSD) chegaram ao Largo Zumbi dos Palmares para o adesivaço debaixo de chuva. Foram salvos pelo toldo montado diante da previsão da meteorologia. Depois, o grupo seguiu para o norte do Estado, onde tinha programado um ato em Carazinho, no final da tarde.
Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) tiveram de cancelar a caminhada prevista para a Redenção. Depois do meio-dia, candidatos e militantes se aglomeraram no comitê eleitoral, na Rua José Bonifácio, onde ocorreram os discursos.
Luciano Zucco (PL) e Silvana Covatti (PP) mantiveram a previsão de manifestações em dois parques da Capital, mas com público reduzido por causa da chuva. Depois, seguiram para agendas na Região Metropolitana.
Marcelo Maranata (PSDB) e Cláudio Diaz (PSDB) tiveram de ficar na área interna do comitê, na Avenida Farrapos, por causa da chuva. Maranata discursou erguido pelo vice e por militantes. _
Qual o patrimônio dos presidenciáveis
O patrimônio declarado à Justiça Eleitoral pelos candidatos a presidente no registro da candidatura varia de zero de Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU) a R$ 242,2 milhões de Augusto Cury, escritor, empresário e palestrante, candidato do inexpressivo Avante.
Confira, em ordem decrescente, o valor total dos bens declarados pelos candidatos:
Augusto Cury (Avante) R$ 242.281.162,52
Romeu Zema (Novo) R$ 178.707.610,09
Ronaldo Caiado (PSD) R$ 52.557.930,98
Wilson Grassi (Democrata) R$ 50 milhões
Flávio Bolsonaro (PL) R$ 8.186.555,83
Lula (PT) R$ 4.775.650,64
Renan Santos (Missão) R$ 795.089,00
Edmilson Costa (PCB) R$ 454.485,68
Samara Feitosa (UP) R$ 33 mil
Hertz Dias (PSTU) Nada a declarar
Rui Costa Pimenta (PCO) Nada a declarar
* Pablo Marçal (PRTB) -
* Pablo Marçal está inelegível, mas o PRTB registrou sua candidatura. Ontem, ele informou que o valor de R$ 7,4 bilhões, declarado no registro, estava errado e será corrigido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário