sábado, 22 de agosto de 2026

22 de Agosto de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Datafolha mostra cenário estável na eleição

Como se houvesse uma camada de Teflon a proteger o presidente Lula (PT) e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL), nada se move para além da margem de erro no cenário eleitoral. A pesquisa do Datafolha, a primeira realizada após o início oficial da campanha, traz números idênticos ao levantamento anterior e aos de outros institutos. Na simulação de segundo turno entre os dois, Lula tem 47% das intenções de voto e Flávio, 43%. Em 24 de julho, Lula tinha 48% e Flávio, 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No primeiro turno, Lula segue à frente, com 39%, seguido de Flávio, com 33%. Abaixo deles, Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão), 4%, Romeu Zema (Novo), 3%, Augusto Cury (Avante), 2%, Samara Martins (UP), 1%, Rui Costa Pimenta (PCO), 1%, Wilson Grassi (Democrata), 1% e Edmilson Costa (PCB), 1%. Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Branco, nulo ou nenhum somam 6% e indecisos, 4%. Em um segundo cenário, o Datafolha incluiu Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível mas registrou a candidatura. O índice dele foi de 2%.

Flávio e Lula empatam na rejeição

Mais uma vez, registra-se empate técnico no quesito rejeição entre Lula e Flávio. Questionados pelo Datafolha sobre os candidatos em que não votariam de jeito nenhum, 46% responderam Flávio e 45%, Lula. Também ocorre empate técnico no segundo pelotão entre Zema (16%), Renan (14%) e Caiado (14%).

Três dados atestam que há margem para alteração do cenário com a propaganda de rádio e TV: 27% dos entrevistados disseram que ainda podem mudar seu voto, os indecisos, brancos e nulos somam 11% na estimulada. E na espontânea, indecisos, brancos e nulos chegam a 38%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e está registrada no TSE com o número BR-04496/2026. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. _

Pelas pesquisas do Datafolha divulgadas na sexta-feira, três candidatos estariam eleitos no primeiro turno: Tarcísio Freitas (Republicanos) em São Paulo, Eduardo Paes (PSD) no Rio, e Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco.

Como será dividido o tempo na TV

No dia 28, terá início o horário eleitoral em rádio e televisão. A divisão do tempo e a ordem de aparições dos candidatos foram anunciadas nesta sexta-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

Na estreia, Luciano Zucco (PL) será o primeiro a aparecer na propaganda eleitoral, e terá também o maior tempo: 4 minutos e 24 segundos. Juliana Brizola (PDT) virá na sequência, com 2 minutos e 21 segundos.

Marcelo Maranata (PSDB) é o terceiro, com 30 segundos. Gabriel Souza (MDB) fecha o bloco dos candidatos a governador, com 1 minuto e 44 segundos. Nos demais dias, a apresentação segue o sistema de rodízio. 

aliás

Os oito candidatos ao Senado terão de dividir sete minutos diários. Marcel van Hattem e Sanderson terão o maior tempo (3 minutos e 25 segundos para dividirem), seguidos de Manuela d?Ávila e Paulo Pimenta, com 1 minuto e 49 segundos. Germano Rigotto e Frederico Antunes terão 1 minuto e 20 segundos.

Candidato do PL faz incursão de três dias por nove cidades da Serra

Candidato a governador pelo PL, Luciano Zucco escolheu um terreno fértil para encerrar a primeira semana de campanha nas ruas. Nos últimos três dias, Zucco fez uma incursão por nove cidades da Serra.

Em 2022, a maior parte dos votos foi para os candidatos do PL: Onyx Lorenzoni, na disputa pelo Palácio Piratini, e Jair Bolsonaro, na corrida presidencial.

A agenda terminou na sexta-feira em Caxias do Sul, com caminhadas pelas ruas da região central e visitas a comitês de candidatos aliados.

Antes de Caxias, o candidato do PL passou por Vacaria, Lagoa Vermelha, Guaporé, Bento Gonçalves, Nova Prata e Veranópolis, Garibaldi e Farroupilha. _

Grendene doa R$ 2,5 milhões para campanha de Zucco

Menos de uma semana depois do início da campanha, apenas dois candidatos a governador apresentaram relatório parcial sobre recursos recebidos na campanha. O primeiro é Luciano Zucco (PL), que ganhou, de uma só vez, R$ 2,5 milhões do empresário Alexandre Grendene.

Pela legislação eleitoral, empresas não podem fazer contribuições para campanhas, mas seus donos podem doar como pessoas físicas.

A única outra campanha que registrou entrada de recursos é a de Rejane Oliveira (PSTU) - R$ 500 doados por Marcela Azevedo. _

Van Hattem no topo das doações

Entre os candidatos ao Senado, a maior entrada de recursos foi registrada por Marcel van Hattem (Novo). O deputado recebeu um total de R$ 651 mil nestes primeiros dias, sendo R$ 500 mil do diretório estadual do partido e o restante de doações de pessoas físicas: R$ 50 mil de Marcos Ribeiro Simon, R$ 30 mil de Valdomiro Remussi, R$ 20 mil de Antonio Augusto Bastos Filho e R$ 15 mil de Marina Helena Santos.

A assessoria de Marcel informa que esse dinheiro repassado pelo partido é de doações privadas e não do fundão eleitoral. A lista das pessoas que doaram para a sigla pode ser conferida no site DivulgaCand, do TSE.

Ainda sem incluir na campanha, Van Hattem também arrecadou mais de R$ 726 mil em vaquinha online. Em segundo lugar, vem Ubiratan Sanderson (PL), que recebeu R$ 100 mil do empresário Celso Rigo.

Paulo Pimenta declarou duas doações de pessoas físicas, no valor total de R$ 50 mil, sendo R$ 30 mil de recursos próprios e R$ 20 mil da esposa Cláudia Pereira Dutra.

Os demais não apresentaram relatório parcial de receita ou despesa. _

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