A oportunidade para a safra de inverno
A transição energética ganha espaço entre os debates do terceiro dia da 49ª Expointer, hoje, no parque Assis Brasil, em Esteio, com iniciativas que aproximam o agronegócio (mais especificamente, a produção de inverno) do mercado de biocombustíveis. Enquanto o setor da canola vai discutir o uso do grão como matéria-prima para a produção de energia, a Be8 vai apresentar o seu investimento em Passo Fundo, superior a R$ 1,5 bilhão, para a produção etanol de cereais e demais produtos a partir do trigo.
No caso da canola, a discussão, que ganhou força durante o 4º Rally da Canola, em diferentes regiões do RS e do Paraná na última semana, será assunto do primeiro Campo em Debate da Casa RBS na feira, a partir das 10h, com mediação de Gisele Loeblein. A ideia será debater caminhos para a expansão da área cultivada, que já cresce, e mercados futuros.
Neste ano, a canola ocupa de 395 mil hectares no RS, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola). Mas um levantamento da Rede Técnica de Cooperativas (RTC), da CCGL, estima que o potencial é de que se possa chegar a 1,4 milhão de hectares. Atualmente, conforme a Abrascanola, o mercado de alimentos absorve o equivalente a 100 mil hectares de canola. Parte da produção restante pode ser destinada à fabricação de biocombustíveis ou à exportação.
A ideia, no caso da Be8, será fomentar o cultivo do trigo no Estado. A possibilidade de ampliar esses dois mercados, vale lembrar, também tem a ver com calendário agrícola do RS. Dos cerca de 9 milhões de hectares ocupados por culturas de verão, como a soja, menos de 2 milhões são utilizados no inverno, segundo a Abrascanola, com culturas como trigo e canola. _
Vitrine da carne
A carne de cordeiro ainda carrega uma fama que o setor considera coisa do passado: a de ter cheiro e sabor fortes. Para ajudar a mudar essa percepção, a proteína é uma das que está exposta na Vitrine da Carne Gaúcha até sábado, no parque Assis Brasil, em Esteio, durante a 49ª Expointer.
A apresentação, acompanhada por 40 pessoas, foi conduzida pelo chef Bruno Ivanoff em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Farsul, Celebra Gourmet e Escola de Gastronomia do Senac. _
Quando o campo encontra o mar
- Chegou o momento de surfar na onda (do brangus e da pecuária). Os próximos anos serão de mar bom. Não baixem a régua.
A frase do produtor, leiloeiro e surfista Pedro Bastos deu o tom de uma conversa diferente na 49ª Expointer. Ontem, durante o Dia do Brangus, pecuária e surfe dividiram o mesmo palco para discutir o futuro da carne e da própria raça, que tem, nesta edição, o maior número entre os bovinos de argola. O painel "Pecuária, carne e o Brangus na visão de agro-surfistas", promovido pela Associação Brasileira de Brangus, reuniu Eduardo Linhares da Silva, Ignácio Tellechea, Ignácio Weiller, Pedro Bastos e Rafael Linhares da Silva, com mediação de Roberto Grecellé, executivo-chefe da entidade.
Para Bastos, o produtor brasileiro deve aproveitar o momento:
- Os EUA estão com o menor rebanho da história, e a China retirou a cota.
120 anos de angus no Brasil
Assim como a devon, a raça angus, originária da Escócia, completou 120 anos de história no Brasil. Foi em 1906, em Bagé, na Campanha, onde chegou ao país o primeiro touro angus de que se tem registro, Menelik, trazido do Uruguai pelo criador Leonardo Collares Sobrinho. De lá para cá, a raça ajudou a transformar a pecuária de corte brasileira e se tornou sinônimo de carne de qualidade. Na Expointer, uma homenagem marcou a data: a inauguração de uma placa comemorativa na casa da Associação Brasileira de Angus. _
O gaúcho Patric Luderitz foi eleito vice-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA). Ele está como presidente em exercício da Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs).

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